Inflação pode ficar abaixo de 4% e anima mercado financeiro

Foi divulgada hoje (14), mais uma projeção econômica baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o valor da inflação animou os especialistas por registrar queda pela segunda semana seguida, diminuindo de 3,94% para 3,84%. 

 

Os dados coletados no boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC) comprovam que os registros de índices oficiais prosseguem abaixo da meta limite que é 4,5%, ainda que o desempenho considerado satisfatório seria inferior a 3%. Para 2019, a estimativa está no centro da meta, em 4,25%.

Para alcançar a meta, o banco usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,75% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. 

Enquanto isso, quando há diminuição dos juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. De acordo com a previsão das instituições financeiras, a Selic encerrará 2018 no atual patamar e subirá ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano.

OUTRAS PROJEÇÕES

A estimativa do mercado financeiro para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, permanece em 2,70%, neste ano, e em 3%, em 2019. Já a projeção para a cotação do dólar ao final de 2018 segue em R$ 3,30 e para o fim de 2019, passou de R$ 3,40 para R$ 3,39.

A instituições financeiras também projetam que a dívida líquida do setor público deve encerrar 2018 em 55,5% do PIB. Para o fim de 2019, a projeção é 57,9% do PIB.

*Com informações da Agência Brasil